Uma vez, um suspirar intuitivo meu, alertou-me que certa pessoa me trairia a confiança. Na ocasião, o sufoquei até a morte. Ora, não haveria como prever isso e não seria algo que deveria prevenir. “Não me sabote!”, gritei de fôlego só.

Um tempo depois, certa pessoa confinou-me a confiança. Como se centro do mundo fosse, tomou para si toda a atmosfera rondante e, não importando-se, me deixou completamente sem ar.

Então, nesse sufoco final, só me lembrei daquele respiro intuitivo meu.

Ora, meus amigos, confiar é sentir, mas observar é prever. E, mesmo que, de fato, não possamos prevenir quem vai nos trair a confiança, podemos, ao menos, atentar-nos para os suspiros instintivos que nos rondam, como se deles, sim, centros atmosféricos fôssemos.